Terça-feira, 21 de Julho de 2009

A Freguesia do Carregado e o Município de Alenquer - Que Futuro?


(Artigo de opinião de Carlos Santos publicado no jornal Nova Verdade de 15 de Julho de 2009)


“A Freguesia do Carregado e o Município de Alenquer – Que Futuro?
- A região do Carregado, mesmo antes da criação da Freguesia, em Lei de 1984, sempre viveu de algum modo sob o peso da proximidade da sede de Concelho, assim como de um centralismo, que sempre entendi como excessivo e sufocante, castrador das aspirações da Freguesia.
- Na verdade, só recentemente, no presente mandato, foram delegadas algumas, ainda que escassas, competências na Junta de Freguesia, isto após porfiado esforço dos órgãos da Freguesia.
- A autarquia é diversificada no seu tecido económico e social, o que lhe tem permitido ser um factor gerador de riqueza para o concelho e, consequentemente para o País, mas com escasso reflexo no bem estar das populações residentes ou nela exercendo actividade.
- De facto, o caos urbanístico que assola a Freguesia, a desordem do trânsito que a atravessa, a falta de infraestruturas na área da educação, desde Jardins Infantis a escolas básicas, a que podemos, por exemplo, acrescentar os problemas ambientais existentes, de que salientamos o estado calamitoso da denominada Ribeira do Sarra, são bem o exemplo da mais que insuficiente atenção do Município, para com a Freguesia, uma chaga persisente numa Autarquia, cujo contributo para a riqueza concelhia nunca é demais salientar.
- A final, que quer o Carregado? – Quer ser ser tido em consideração na definição do rumo do seu desenvolvimento, intervir de corpo inteiro nas opções a tomar quanto a este.
Queremos ser parte activa nas decisões a tomar, no seu delinear, numa palavra, sermos actores efectivos e actuantes, causa e condição de progresso e não simples receptores das opções “vindas do alto”.
- A Freguesia, os seus órgãos e, acima de tudo, as suas gentes merecem-no, mais do que isso, têm esse direito.
- Independentemente dos resultados das próximas eleições autárquicas, não abdicaremos nunca, do direito de sermos nós próprios, com os nossos anseios e aspirações, crentes que somos de que é possível fazer mais e melhor.
- Aliás, temos a convicção de que somos todos, autarcas e população, capazes de assumir tal tarefa.
- Bom será que os próximos detentores do poder municipal se capacitem disso, porque nós carregadenses não permitiremos que o esqueçam.
- Lembrem-se.
Carlos santos

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